Nenhum comentário

O Que Faz um Imóvel em São Paulo Custar R$ 120 Mil por Metro Quadrado

A cidade de São Paulo concentrou a maior parcela do crescimento do mercado imobiliário de luxo em 2025 em todo o Brasil. O número de unidades lançadas saltou de 1.819 em 2024 para 3.668 no ano passado. Em valores, o avanço foi ainda mais expressivo, com o VGV (Valor Geral de Vendas) lançado passando de R$ 8,6 bilhões para R$ 21,3 bilhões, refletindo o aumento do tíquete médio e a maior presença de projetos de alto padrão, segundo dados da Brain Inteligência Estratégica.

Essa, porém, é apenas parte da oferta disponível no mercado. Levantamento feito pela reportagem da Forbes junto às principais imobiliárias destinadas o público de alta renda, tais como a MBras, Bossa Nova Sotheby’s, Taylor Real Estate, Kauffmann, Pilar Homes, Luxury Properties e Lopes Prime, indica que existem ao menos 3.600 imóveis usados anunciados acima de R$ 10 milhões só na cidade de São Paulo.

Entre esses ativos, há residências que chegam a R$ 300 milhões, como uma casa no Jardim Europa com terreno de 6.400 metros quadrados, sendo 2.500 metros de área construída, numa razão de R$ 120 mil o metro quadrado. Outro exemplo é o da cobertura do Arbórea Itaim, com 1.400 Quadrados e com valor de R$ 140 milhões segundo anúncio da Mbras (R$ 100 mil o metro quadrado).

Para entender esses valores, é preciso analisar a formação do preço no mercado de luxo. “Os projetos e as incorporações novas trazem consigo um incremento de custo hoje de desenvolvimento imobiliário”, afirmaMarcello Romero, fundador e CEO da Bossa Nova Sotheby’s.

Leia mais em: https://forbes.com.br/forbes-money/forbes-real-estate/2026/01/imoveis-luxo-sao-paulo-metro-quadrado-100-mil/

 

Nenhum comentário

Mercado aponta tendências para o alto padrão em 2026

Arquitetura assinada por nomes consagrados, parcerias com marcas internacionais, maior integração com a natureza e infraestrutura de lazer cada vez mais completa despontam como os principais fatores que estarão por trás do bom desempenho dos produtos imobiliários de alto padrão em 2026, segundo tendências apontadas por especialistas de diferentes regiões do país.

Em São Paulo, projetos desenvolvidos por arquitetos e designers reconhecidos tendem a despertar maior interesse do comprador, segundo Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s, imobiliária especializada no mercado de luxo. “O público de alta renda valoriza muito projetos assinados por referências da arquitetura, do paisagismo e do design de inte

Outros atributos que devem ganhar força entre os paulistanos, aponta Romero, são áreas comuns mais bem planejadas, plantas inteligentes e flexíveis, infraestrutura operacional eficiente, vagas de garagem com boxes, academias mais confortáveis e espaços específicos para delivery. “Diante de eventos climáticos cada vez mais intensos, a presença de um

Mas a localização, que vem refinando o critério de escolha na capital paulista, passa a ser analisada em uma escala ainda mais específica. “As microrregiões ganham protagonismo. São ‘ilhas’ dentro de bairros muito desejados, como Jardins, Itaim e Vila Nova Conceição. Esses endereços seguem no topo da lista de desejos.”

PARCERIAS COM MARCAS

No Sul do país, os “branded buildings” — produtos desenvolvidos em parceria com marcas de luxo — devem seguir em alta. Para Bruno Cassola, corretor especializado em imóveis de alto padrão com atuação em Balneário Camboriú e no litoral catarinense, essas colaborações agregam valor ao produto.

“As ‘collabs’ com marcas como Artefacto, Lamborghini e Emiliano reúnem serviços ligados à gastronomia, ao bem-estar e à hotelaria, algo que atrai muito o cliente de alto padrão da região”, analisa. Outro diferencial relevante no mercado sulista é a conexão com a natureza. “Projetos com apelo natural irreplicável — seja à beira-mar, em meio às monta

Cassola também destaca a importância de uma oferta de lazer robusta e diferenciada nos condomínios. Ele cita como exemplo um empreendimento da All Wert, em Porto Belo (SC), que contará com piscina de ondas e uma escola de tênis assinada pelo atleta espanhol Rafael Nadal.

IMÓVEIS COMPACTOS

A localização se manterá como um fator decisivo ao longo do ano em todo o país, mas o alinhamento entre o produto e as demandas do mercado ganha importância. Em Salvador, por exemplo, imóveis compactos em bairros consolidados como Horto Florestal, Caminho das Árvores e Ondina vêm apresentando maior liquidez.

“O mercado imobiliário da capital baiana está mais racional e estratégico. Projetos com perfil voltado para renda, especialmente os que atendem à demanda do turismo, são os mais vendidos”, explica Bianca Rocha, especialista em alto padrão da incorporadora Moura Dubeux. Um exemplo recente é o Infinity Salvador, lançado na Avenida Oceânica.

O projeto reúne o retrofit do antigo Bahia Othon Palace Hotel — com unidades de um quarto entre 35 e 54 metros quadrados — e duas novas torres, uma residencial e outra comercial. “Como a rede hoteleira não cresce no mesmo ritmo do turismo, esses imóveis voltados para locações de curta temporada surgem como alternativas e atraem muitos investidores”

Pesquisa indica um novo ciclo de expansão

O estudo mais recente da Brain Inteligência Estratégica, com dados de janeiro a setembro de 2025, aponta que o alto padrão imobiliário deve seguir trajetória ascendente nos próximos anos em todo o país. No período, as vendas cresceram 31%, e o VGV acumulado das unidades que custam a partir de R$ 2 milhões aumentou 62%, na comparação com 2024. “Com

Destaque para o Norte, com explosão de unidades lançadas (122%) e R$ 1,1 bilhão de faturamento (214%). Nordeste e Sul também lançaram mais 68,5% e 49%, respectivamente, com VGV de R$ 5,2 bilhões (59%) e R$ 5,7 bilhões (67,5%). Já o Sudeste segue como a região com maior volume de unidades lançadas de luxo e superluxo (4,3 mil, alta de 27,5%) e VGV m

Outra pesquisa da consultoria sobre intenção de compra de imóvel revelou que 50% dos entrevistados (1,2 mil pessoas, com mais de 21 anos e renda mensal acima de R$ 2,5 mil) desejam adquirir uma residência nos próximos 24 meses. No recorte das famílias que recebem mais de R$ 20 mil mensais, esse percentual chega a 54%. “Mesmo com a taxa de juros alt

Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/patrocinado/imoveis-de-valor/noticia/2026/01/09/mercado-aponta-tendencias-para-o-alto-padrao-em-2026.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página.
Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor (falecom@valor.com.br). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo.

Nenhum comentário

O setor fechou mais um ciclo de crescimento no ano passado, mas as tendências do mercado imobiliário para 2026 também são positivas

O mercado imobiliário teve mais um ano de forte aquecimento em 2025, fechando mais um ciclo com números animadores, apesar de algumas incertezas no cenário econômico como a manutenção em níveis elevados da taxa de juros para o controle da inflação.

Mesmo diante de desafios, a atividade imobiliária continua sendo protagonista, mostrando confiança, solidez e resiliência, encerrando mais um ano com retrospectos promissores e batendo recordes em relação a investimentos, lançamentos e vendas, com um VGV (Valor Geral de Vendas) cada vez mais alto.

Os dados da Abrainc (associação das incorporadoras) para o primeiro semestre de 2025 mostram que os lançamentos de imóveis acumularam altas de 31,9% em volume e cresceram 34,6% em valor na comparação com o mesmo período de 2024, confirmando um ritmo de crescimento sustentável para o setor.

Já as vendas de imóveis aumentaram 6,9% em volume e cresceram 5,9% em valor, confirmando o protagonismo do segmento habitacional popular no desempenho agregado, com um crescimento de 15% no volume e de 16,5% na comercialização de unidades do programa Minha Casa Minha Vida.

Mesmo com os efeitos dos juros elevados, o que reduziu a disponibilidade de novos produtos e ampliou o custo do crédito imobiliário, os negócios seguiram ativos e mantendo níveis satisfatórios em todas as regiões do país.

Um bom exemplo do momento favorável que vive o setor é a pesquisa da consultoria Brain, com dados do 2º trimestre de 2025, que revela que 49% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel em um prazo de até 24 meses.

Esse percentual é o recorde da pesquisa de intenção de compra de imóveis, com os entrevistados justificando o aumento no interesse em função da busca por uma moradia melhor, eventuais transições de vida e como forma de investimento.

Vale ressaltar que o atual sucesso do Minha Casa Minha Vida também é resultado da ampliação do programa com a nova Faixa 4 para atender famílias com renda até R$ 12 mil.

Outro anúncio que agitou o mercado foi a criação de uma nova modalidade de crédito imobiliário voltada especialmente para a classe média, visando as famílias com renda até R$ 20 mil, além de um teto para o financiamento imobiliário de até R$ 2,25 milhões.

Com números tão significativos e resultados impressionantes, o mercado imobiliário teve mais um ano movimentado, com o aumento geração de negócios, mas as tendências para o próximo ano mostram que ainda há muitas oportunidades para serem exploradas.

Acompanhe agora no Blog do Corretor IBRESP as principais tendências do mercado imobiliário para 2026!

Evolução do mercado imobiliário

O ano de 2025 chega ao fim como um dos melhores de todos os tempos para o mercado imobiliário, especialmente por conta do crescimento nas vendas, da maior oferta nos processos de contratação das linhas de crédito e financiamento, além do aumento dos lançamentos em todo o país e da grande negociação de imóveis novos e usados.

Evidentemente que esse retrospecto é animador e afeta positivamente as tendências do mercado imobiliário para 2026, trazendo uma previsão de crescimento em níveis acima dos que estão sendo projetados para a economia nacional, com o aumento da geração de negócios e a criação de novas oportunidades profissionais.

É claro que há alguns pontos estratégicos que precisam ser cuidadosamente observados para orientar o trabalho de Corretores de Imóveis e imobiliárias, pois estamos falando de mais um ano de grande potencial, mas ainda com alguns desafios na economia, como a Selic (taxa básica de juros) em patamar elevado para o controle dos preços e da inflação.

O fortalecimento do mercado imobiliário também depende de um bom planejamento das famílias para a compra de imóveis financiados, pois é importante que seja feita uma boa avaliação do comprometimento da renda para reduzir os riscos de inadimplência, já que o endividamento prejudica o acesso ao crédito e eleva os juros para os novos contratos.

O fato é que as negociações imobiliárias, seja para compra ou venda, permanecerão sendo uma forte tendência em 2026, pois o mercado imobiliário é um investimento tradicional, de grande rentabilidade e liquidez, como um ativo consolidado, confiável e seguro.

Como o imóvel residencial no Brasil é considerado uma reserva de valor, já que mesmo diante de incertezas na economia é um bem que preserva o seu valor de mercado.

Novas oportunidades nos tipos de imóveis

As expectativas são grandes em torno das tendências do mercado imobiliário para 2026, com muitas apostas nos tipos de imóveis que poderão ser mais atrativos e procurados.

Também é nítido o sentimento de otimismo e esperança nas pessoas em conseguir melhorar as suas condições de vida a partir da conquista da casa própria como uma forma de ter mais segurança, conforto e estabilidade.

As novas famílias estão inclinadas a buscar imóveis com metragens cada vez maiores, plantas inteligentes e mais funcionais, que ofereçam espaço suficiente para um home office ou escritório e melhores áreas de circulação e convivência.

Outro fato relevante é o processo de interiorização no Brasil que está levando as famílias a adquirirem mais imóveis no interior, em cidades secundárias, em busca de locais mais tranquilos, planejados e que ofereçam um custo de vida mais baixo.

Os dados da Abrainc mostram que o interior de São Paulo é um bom exemplo desse movimento, com um crescimento de 26% nas vendas de imóveis novos no primeiro semestre de 2025, com altas tanto nos lançamentos quanto no VGV (Valor Geral de Vendas).

Já para os solteiros e jovens (estudantes, trabalhadores e empreendedores) a preferência segue por imóveis compactos ou os chamados microapartamentos, que são mais fáceis de cuidar e tem boa localização.

Por sua vez, o setor empresarial deve aproveitar a estabilidade na economia e o aumento do consumo da população para investir em novas instalações e unidades, motivando a mudança para imóveis mais amplos, como galpões, salas e lajes corporativas para atender suas necessidades e de seus colaboradores.

A compra e locação de imóveis comerciais deve se basear em empreendimentos mais modernos e espaçosos, adotando os pilares essenciais do ESG, nas questões ambiental, social e de governança, além da preocupação com a sustentabilidade e a eficiência energética cada vez mais presentes em toda a sociedade.

Tanto em relação aos imóveis residenciais quantos aos imóveis comerciais, há muitas expectativas e possibilidades para a geração de negócios.

Quer aproveitar as oportunidades do mercado imobiliário em 2026? Estude no IBRESP para se tornar um Corretor de Imóveis de sucesso!

Tendências para o mercado imobiliário em 2026

A compra de um imóvel pode ser vista como uma atitude de caráter emocional, como a realização de um sonho, mas essa decisão tende a ser cada vez mais racional, em função das novas tecnologias e das reais necessidades das pessoas, levando em conta o tipo de imóvel e a sua capacidade financeira.

Outro movimento que tem ganhado força é o crescimento pelo imóvel usado, já que o comprador pode contar com a orientação do Corretor de Imóveis para propor uma negociação com o proprietário e conseguir um melhor custo-benefício.

Por outro lado, tecnologia e inovação estão desempenhando um papel cada vez mais importante no mercado imobiliário, com o aumento do uso da inteligência artificial para agilizar os negócios e tornar mais fácil a experiência de quem busca um imóvel.

Os novos recursos e ferramentas permitem criar assistentes virtuais e chatbots para agilizar o atendimento aos clientes nos canais de comunicação, além de fortalecer o trabalho das equipes de vendas, com maior dinamismo no processamento de leads, organização dos contratos e oferecer respostas com mais agilidade.

As demandas de corretores e imobiliárias nos sites e redes sociais também são otimizadas no seu processo criativo com a aplicação da inteligência artificial generativa para produzir imagens e vídeos com qualidade aprimorada.

O universo tecnológico ainda oferece soluções para a negociação de ativos reais e ativos digitais com a utilização do sistema de segurança blockchain e a tokenização (NFT – os tokens não fungíveis) que começam a viabilizar novas oportunidades para o mercado imobiliário.

A multipropriedade é uma delas, chegando ao mercado como uma alternativa de investimento ou uma segunda residência, ao permitir que diferentes compradores se tornem, cotistas ou acionistas de um mesmo imóvel, que pode ser uma casa no campo ou de veraneio.

As negociações imobiliárias com o uso de criptomoedas e o dinheiro digital também estão movimentando o mercado imobiliário no sentido de transformar os formatos de negociação de imóveis e outros ativos no país.

O Banco Central do Brasil já tem preparado o lançamento do Drex, moeda digital derivada do Real, que promete ser a nova sensação da economia nacional depois do PIX (sistema de pagamentos e transferências instantâneas)

Assim como o Bitcoin, o Drex vai contar com uma rede Blockchain própria, com criptografia de ponta a ponta para oferecer o máximo de segurança para todos os tipos de transações, inclusive com o uso da tokenização para a emissão de certificados e registros digitais.

Investimento estrangeiro em Imóveis no Brasil

O investimento estrangeiro no mercado imobiliário no Brasil também deve permanecer como uma forte tendência para os negócios em 2026.

A valorização do dólar em relação ao Real tem aumentado o interesse de compradores e investidores de outros países no mercado imobiliário brasileiro, em função do potencial para a geração de negócios e o turismo, especialmente pelas belezas do nosso extenso litoral.

Muitos investidores de vários países da Europa e da Ásia fizeram negócios imobiliários nas regiões turísticas do Nordeste e nas áreas litorâneas do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.

As marcas de luxo e grifes famosas trazem exclusividade para os compradores e investidores, motivando as construções de grandes empreendimentos e de arranha-céus nas regiões Nordeste e Sul, especialmente em Balneário Camboriú, considerada a Abu Dhabi brasileira.

Em São Paulo também é nítido o crescimento de investidores de outros países com foco no turismo de negócios, investimentos empresariais e complexos de lazer e entretenimento.

Setor de logística e leilões no foco imobiliário

A compra de imóveis em leilão é mais uma forte tendência para os investidores e uma opção diversificada para quem quer comprar um imóvel mais barato do que a média do mercado.

É importante ressaltar que esse tipo de operação requer alguns cuidados, mas com uma boa orientação de um Corretor de Imóveis ou um advogado é possível fazer bons negócios.

Na outra ponta, o setor logístico brasileiro deve ganhar cada vez mais relevância no mercado imobiliário nos próximos anos, motivado pelo forte crescimento das plataformas de e-commerce no país.

Os galpões e parques logísticos estão se multiplicado por todas as regiões e oferecem um retorno de renda elevado para as empresas que investem nesse tipo de imóvel.

Mercado Imobiliário oferece um mundo de oportunidades

As cartas do jogo estão na mesa e os desafios são conhecidos, mas a economia brasileira vem se mostrando mais robusta e estável, com a melhora no controle da inflação e nos programas de estímulo à geração de emprego e renda.

O mercado imobiliário no Brasil é influenciado por uma variedade de fatores econômicos, políticos e sociais, mas ainda assim é forte, resiliente e maduro, mostrando que tem uma grande capacidade de superação e ficando mais inovador e inteligente a cada ciclo que passa.

No final das contas, quem manda é o mercado, por isso sempre haverá espaço para a evolução nos negócios imobiliários e para quem trabalha com planejamento e organização para atender as necessidades do cliente da melhor forma possível.

O mercado imobiliário oferece muitas oportunidades. Aproveite 2026 para se tornar um Corretor de Imóveis e conquiste uma carreira de sucesso.

Se você acredita que essa informação é de utilidade pública, compartilhe com seus amigos.

Fonte: https://www.ibresp.com.br/blogs/2025/as-tendencias-do-mercado-imobiliario-para-2026/

Nenhum comentário

Vendas do mercado imobiliário sobem 16% no trimestre

Número de lançamentos subiu 11,8% e atingiu 30.607 uO mercado imobiliário nacional apresentou aumento dos lançamentos e das vendas no segundo trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018, com redução do estoque de imóveis residenciais novos, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 26, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Os lançamentos de imóveis no país cresceram 11,8% e atingiram 30.607 unidades. Por sua vez, as vendas de imóveis subiram 16,0% chegando a 32.813 unidades.

Com mais vendas do que lançamentos, o estoque (que considera imóveis na planta, em obras e recém-construídos) recuou 8,7%, atingindo 111.055 unidades. Com essa velocidade de vendas, seriam precisos 11,1 meses para escoar esse estoque. Um ano antes, eram necessários 13,1 meses.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, avaliou que as Regiões Sudeste e Centro-Oeste estão puxando o crescimento do mercado imobiliário no Brasil.

No Sudeste, disse ele, a melhora se deve à economia mais pujante do que em outros Estados, especialmente em São Paulo. Já no Centro-Oeste, a economia local é movimentada pelo agronegócio. “O mercado imobiliário continua se recuperando”, afirmou.

Martins observou também que o preço dos imóveis, na média, apresentou uma alta real em torno de 8% acima da inflação desde o início de 2017, quando a pesquisa começou a ser feita. “O preço do metro já passa a ser importante”, frisou.

No acumulado do primeiro semestre de 2019 frente ao mesmo intervalo de 2018, os lançamentos subiram 15,4%, para 46.215 unidades, e as vendas aumentaram 12,1%, para 59.521 unidades.

 

Projeções

A CBIC reiterou a expectativa de um crescimento na ordem de 10% e 15% nos lançamentos e vendas de imóveis em 2019 frente a 2018, considerando os projetos financiados por meio de recursos originados na caderneta de poupança, e estabilidade nos negócios para projetos envolvendo recursos originados do FGTS, cujo orçamento caiu.

O presidente da CBIC avaliou que o mercado está em recuperação, ainda que algumas praças estejam mais aquecidas do que outras.

 

Nova linha de crédito

Em relação à nova linha de crédito imobiliário indexada ao IPCA, ele disse esperar que o impacto seja pequeno no curto prazo. “Deve ter um impacto imediato nas vendas, mas não uma significância tão grande”, afirmou.

Martins observou que os financiamentos da nova linha devem somar cerca de R$ 10 bilhões, o equivalente a cerca de 10% dos financiamentos já previstos no ano.

 

Fonte: Exame

Nenhum comentário

É possível investir no mercado imobiliário com apenas 100 reais

Saiba como aplicar em cotas de empresas de construção, venda e locação de imóveis residenciais e comerciais de forma rápida e simples

Existe uma forma de investir no mercado imobiliário sem precisar construir, reformar, alugar ou vender imóveis. Com valores partindo de apenas 100 reais, o investidor pode se tornar sócio de um hospital, um shopping, um prédio de escritórios comerciais ou uma rede de condomínios.

Eis o fundo imobiliário, um investimento de renda variável com rendimentos ligados ao mercado de construção, venda e locação de empreendimentos, ou, como explica a educadora financeira Mirna Borges, criadora do canal EconoMirna e parceira de conteúdo do banco BTG Pactual digital, “é um condomínio fechado do qual o investidor compra cotas de participação e as negocia por meio da Bolsa de Valores”.

O rendimento, portanto, pode vir de duas formas: com os dividendos e com a valorização das cotas, os chamados FIIs, Fundos de Investimentos Imobiliários. Tudo isso sem arcar com os custos da construção e do gerenciamento dos empreendimentos.

O baixo valor mínimo para investir faz dos FIIs uma opção muito acessível. Uma das vantagens desse investimento, diz Mirna, é a obrigatoriedade de transferir 95% do lucro líquido ao mês. Outro diferencial é a liquidez. “Muitos desses fundos são bem negociados na Bolsa, então o investidor não vai ter dificuldade para vender suas cotas”, afirma.

E mais: os dividendos são isentos do imposto de renda se o cotista beneficiado tiver menos de 10% das cotas do fundo, se o fundo tiver no mínimo 50 cotistas e se as cotas forem negociadas exclusivamente em Bolsas de Valores. “Esse é o caso da maior parte dos investidores”, conta ela.

Além disso, esse é um produto fácil de administrar: basta fazer um cadastro em uma corretora e começar a operar utilizando o home broker – no caso do BTG Pactual digital, o acesso é online e gratuito. O investidor apenas paga taxas pelos serviços efetivamente utilizados.

 

Escolha com cuidado

Como todo investimento em renda variável, os FIIs apresentam maiores rendimentos, e também maiores riscos. O mercado imobiliário pode oscilar, assim como as condições da economia. Se a obra não vender como esperado ou os locatários deixarem o local, o rendimento tende a cair. “Os fundos podem se valorizar ou se desvalorizar”, afirma a educadora financeira. Para reduzir os riscos e aumentar as chances de lucrar, diz ela, é importante estudar o mercado e comparar diferentes opções.

“Para diluir os riscos, é interessante escolher um fundo que seja, de preferência, multi-imóvel, multi-inquilino e multirregiões”, explica Mirna. Ou seja: quanto mais imóveis, alugados para mais pessoas, na maior variedade possível de regiões, menores os riscos. “Assim você sofre muito menos impacto quando há desocupação de alguma sala do que se fosse um único imóvel, alugado por um único inquilino.” Analisar o passado do fundo e, principalmente, seu comportamento durante a recente crise no mercado imobiliário também ajuda a decidir.

Opção interessante

Feita a escolha do fundo, não é necessário acompanhar a oscilação diária. Mas o investidor deve ficar atento aos relatórios, mensais e trimestrais, para avaliar a situação da companhia. E acompanhar o valor pago pelo fundo, comparando o quanto os imóveis valem de fato e como estão os índices de vacância e de inadimplência. Para ajudar, o BTG Pactual digital fornece uma interface amigável e a expertise de assessores de investimento para tirar dúvidas.

Os FIIs existem no Brasil há 26 anos – foi regulamentado por lei em 1993. Recentemente, eles passaram a atrair maior atenção dos investidores. Por quê? “Quando a taxa Selic é alta, os investimentos de renda fixa são mais interessantes. Quando a taxa Selic cai, a renda variável se mostra muito mais atrativa”, explica Mirna. Assim, na medida em que a taxa básica de impostos vem se posicionando num nível mais baixo, os fundos imobiliários se tornam uma opção de renda variável bastante atrativa.

 

Fonte: Exame

Nenhum comentário

Como Declarar Fundos Imobiliários?

Veja 3 Dicas Para Declarar Seus FIIs

 

O investimento em fundos imobiliários vem se tornando cada vez mais popular entre os brasileiros. Mas você sabe como declarar fundos imobiliários ao Imposto de Renda?

Assim como todo investimento, a aplicação e os rendimentos dos FIIs também precisam ser declarados a Receita Federal. Logo, para responder essa questão e mostrar as melhores dicas sobre como declarar fundos imobiliários, preparamos esse artigo. Confira!

 

O que são fundos imobiliários? 

Os fundos imobiliários são um tipo de investimento constituído na forma de uma condomínio fechado. São ativos negociados em bolsa de valores, assim como as ações. O investidor, ao comprar um fundo imobiliário, passa a ser um cotista do fundo. E, dessa forma, passa a ter direito a receber os proventos mensais distribuídos pelo ativo.

Por sua baixa volatilidade, recorrência de dividendos e estrutura simplificada, os FIIs são considerados uma ótima aplicação — sobretudo para aqueles que desejam iniciar no mercado de renda variável.

Afinal, as ações, embora sejam ótimos investimentos, possuem uma volatilidade que pode assustar o investidor iniciante. Já os FIIs, com a sua volatilidade reduzida, tornam-se então uma ótima alternativa para se iniciar na renda variável.

 

Como declarar os fundos imobiliários no IR? 

Um ponto que todo investidor de FIIs deve saber é sobre a cobrança do Imposto de Renda em fundos imobiliários.

Todo ano o investidor deve declarar a sua posição de FIIs para a Receita Federal.

Além disso, é preciso declarar os rendimentos recebidos e eventuais ganhos de capital com a venda de ativos.

Com isso, a Receita Federal cruza os dados declarados pelos contribuintes com as informações recebidas pelas instituições recolhedora de impostos. Assim, é necessário muito cuidado ao declarar os seus FIIs para não conter nenhuma inconsistência e você não correr o risco de cair na malha fina.

Por isso, é muito importante que você saiba a forma correte de como declarar FIIs no seu imposto de renda. Ao longo deste texto será descrito os principais pontos para você se ater ao realizar a sua declaração de imposto de renda.

 

3 passos simples para declarar seus fundos imobiliários

Antes de tudo, o investidor deve baixar o programa da receita federal para declaração de IR.

Com isso feito, o investidor de fundos imobiliários precisa prestar atenção nas 3 principais etapas da sua declaração. São elas:

  • Declaração dos rendimentos recebidos;
  • Declaração da posição em FIIs;
  • Declaração de ganho de capital.

Confira a abaixo uma explica cada uma dessas declarações.

 

1. Declarando os proventos recebidos 

A motivação de muitas pessoas para começar a investir em FIIs é justamente o recebimento de proventos recorrentes. O imposto de renda em fundos imobiliários sobre os proventos atualmente conta com isenção fiscal.

Ou seja, não é necessário pagar nenhum imposto sobre os dividendos recebidos. Esta é, inclusive, um dos grandes atrativos de se investir nesta modalidade de investimento.

No entanto, ainda é necessário declarar esses rendimentos para a receita. Mesmo eles não sendo passíveis de tributação. Para declarar os proventos você deve selecionar a coluna da esquerda “Rendimentos isentos e não tributáveis”.

Então você deve ter em mãos para poder inserir os seguintes dados:

  1. CNPJ do fundo;
  2. Nome do fundo;
  3. Valor do provento.

O valor do dividendo pode ser consultado através do extrato da sua corretora. Ou ainda pode ser utilizado o CEI, da B3. Lembre-se que você precisa declarar cada distribuição de provento. Não é possível somar todas as distribuições e fazer apenas um lançamento.

 

2. Declaração da posição 

Além dos proventos recebidos é necessário declarar a sua posição em FIIs ao final do ano de referência.

Por exemplo, você se você estiver fazendo a sua declaração de IR referente ao ano de 2018, deve constar as suas posições do dia 31/12/2018.

Para declarar as suas cotas você deve selecionar a coluna “Bens e Direitos”.

Então, você deve selecionar o código 73. Este é o código para o fundo de investimento imobiliário. Então, na seção discriminação, você deve declarar os seguintes dados:

  1. Número de cotas;
  2. Nome do fundo;
  3. CNPJ do fundo;
  4. Corretora de valores;
  5. Valor total da posição.

No campo “situação em” você deve inserir o custo total das aquisições de suas cotas.

Para isso, você pode utilizar o seu custo médio por cota, geralmente fornecido pela corretora, e multiplicar pelo número total de cotas.

Caso você não tenha adquirido novas cotas em um determinado ano você pode optar por repetir a informação. Afinal, o seu custo não terá se alterado.

Você deve repetir este procedimento para cada fundo imobiliários que você possuir posição.

 

3. Declarando ganho de capital 

O terceiro passo de como declarar FIIs é você informar sobre um eventual ganho de capital.

O imposto de renda em fundos imobiliários, para ganho de capital, cobra uma alíquota de 20% sobre o lucro.

Para calcular o lucro de uma operação de fundo imobiliário você deve subtrair do valor total da venda o seu custo de aquisição e os custos operacionais, tais como a taxa de corretagem. A fórmula é a seguinte:

  • Lucro = Valor da venda – Custo de aquisição – Custos operacionais 

Você, então, deve multiplicar o lucro da operação por 0,20. Pois, dessa forma, você terá os 20% que deverão ser pagos como impostos de renda.

Para que esse conceito fique mais claro convém apresentar um exemplo.

Suponha que você tenha vendido as suas cotas de um fundo pelo valor total de R$ 1.220. E que essas cotas foram adquiridas pelo preço total de R$ 1.000.

Além disso, você teve custos operacionais de R$ 10. Tanto no momento da compra quanto no momento da venda. Sendo assim, o seu custo operacional total foi de R$ 20. Logo, o seu lucro será:

  • Lucro = R$ 1.220 – R$ 1.000 – R$ 20 

Totalizando, portanto, R$ 200.

20% de R$ 200 é R$ 40. Para obter este cálculo basta multiplicar os R$ 200 por o,20.

Então R$ 40 é o saldo que você deve de IR.

Lembre-se que o IR para ganho de capital em fundo imobiliário deve ser recolhido mensalmente. O pagamento é feito através do DARF da receita federal.

E, além disso, você deve declarar o ganho na declaração anual.

Você também deve declarar operações com prejuízos financeiros. Pois, ao fazer isto, você estará obtendo créditos tributários. Você pode, no futuro, utilizar um prejuízo para abater o seu saldo a pagar de imposto de renda em um posterior lucro.

Esses créditos, inclusive, não possuem prazo de expiração.

Esta é mais uma vantagem tributária de se operar no mercado de FIIs.

Na declaração anual você deve inserir os ganhos na seção “renda variável”. E então, você deve escolher a seção “operação com fundos imobiliários”

Você então deve inserir o resultado de suas operações mês a mês.

 

Fonte: SunoreSearch

Nenhum comentário

Bradesco lidera empréstimos imobiliários em 2018, diz Abecip

Em 2018, os empréstimos do Bradesco para o setor totalizaram R$ 15,1 bilhões. Em 2017, o banco desembolsou apenas R$ 7,8 bilhões.

Os bancos privados assumiram as rédeas do crédito imobiliário, considerando apenas as linhas de financiamentos com recursos originados nas cadernetas de poupança, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira, 30, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Em 2018, o Bradesco liderou a concessão de financiamentos para a compra e a construção de moradias no Brasil, com empréstimos que totalizaram R$ 15,1 bilhões, Já em 2017, o banco fechou o ano na terceira posição, com R$ desembolsos de R$ 7,8 bilhões.

Caixa Econômica Federal – conhecida por ser o banco da habitação – ficou em segundo lugar em 2018, atingindo R$ 13,2 bilhões em financiamentos. No ano anterior, a estatal liderou o ranking, com R$ 16,4 bilhões em empréstimos nessa categoria.

O Itaú Unibanco chegou em terceiro lugar em 2018, com R$ 12,1 bilhões. No ano anterior, ficou em segundo lugar, com R$ 8,5 bilhões. O Santander Brasil se manteve na quarta colocação, com R$ 10,2 bilhões, ante R$ 6,2 bilhões. E o Banco do Brasil também manteve sua quinta colocação no ranking, com R$ 5,1 bilhões, ante R$ 2,7 bilhões.

Para 2019, a dinâmica do mercado não deve passar por mudanças significativas, estimou o presidente da Abecip, Gilberto Duarte. Ele lembrou que nos últimos anos, os bancos públicos, especialmente a Caixa, passaram a focar no mercado imobiliário destinado às pessoas de média e baixa renda. Este setor é enquadrado no Minha Casa, Minha Vida e conta com crédito subsidiado por recursos do FGTS, que não são operados pelos bancos privados. “O mercado deve continuar assim”, previu.

Duarte ressaltou que, nas linhas com recursos da poupança, os bancos públicos já vêm operando dentro das condições de mercado, sem incentivos artificiais, há cerca de três a quatro anos. “Os bancos públicos não precisam de subsídio para competir. Eles têm capacidade e competência para isso”, avaliou.

Nesse sentido, ele disse considerar “normal” e “nada estranho” o discurso recente do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de que a estatal vai praticar juros de mercado. “Na verdade, a prática já era essa. E ela tem condições de competir assim”, acrescentou.

Fonte:  Exame

Nenhum comentário

Preço nominal de imóveis cresce em 2018 após 3 anos de queda

A informação foi divulgada pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)

O preço nominal médio dos imóveis residenciais em dez capitais brasileiras subiu 0,64% em 2018. Com isso, os preços no mercado imobiliário voltaram para o campo positivo após fecharem em queda por três anos consecutivos: 2017 (-0,60%), 2016 (-2,26%) e 2015 (-0,20%).

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 21, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), cuja pesquisa considera os valores de imóveis vendidos por meio de financiamento bancário.

A pesquisa mostrou que, em 2018, oito das dez capitais pesquisadas tiveram alta nos preços: Belo Horizonte (0,27%), Brasília (0,29%), Porto Alegre (0,40%), Goiânia (1,14%), Curitiba (1,17%), São Paulo (1,31%), Fortaleza (1,31%) e Salvador (1,33%). Na contramão, houve queda dos preços no Rio de Janeiro (-1,49%) e em Recife (-0,22%).

Apesar da elevação nominal dos preços na maioria das capitais, os valores ficaram abaixo da inflação no período, o que ainda representa uma desvalorização real dos imóveis.

Abecip avaliou que uma recuperação mais forte do mercado imobiliário, capaz de impactar os preços reais, ainda depende de um conjunto de fatores, como a aceleração da economia nacional e a aprovação de reformas estruturais no País.

“O desempenho do mercado imobiliário ainda depende da aprovação das reformas necessárias para que esta retomada seja suficiente para impactar a confiança de investidores e as condições do mercado de trabalho que possibilitem um crescimento significativo da massa salarial”, afirmou a Abecip, em nota.

A entidade disse também que as condições para o financiamento das moradias devem melhorar com a tendência de permanência das taxas de juros em níveis historicamente baixos.

Fonte: Exame